Indústria setorial produz 56 milhões de blocos/mês, suficientes para atender o aquecimento do mercado devido ao programa Minha Casa, Minha Vida e mercado imobiliário

Reportagem: Silvério Rocha/Mandarim Comunicação
Fotos: Arquivo
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Pesquisa concluída neste mês de março pela BlocoBrasil-Associação Brasileira dos Fabricantes de Blocos de Concreto mostra que as indústrias integrantes da associação – que reúne os fabricantes brasileiros de blocos e pisos de concreto detentoras do Selo de Qualidade da ABCP-Associação Brasileira de Cimento Portland – têm capacidade produtiva instalada de 56,357 milhões de blocos por mês. Esse potencial, avalia Marcelo Kaiuca, presidente da BlocoBrasil, mostra que, nas regiões com maior demanda – Sudeste e Sul – os fabricantes de blocos de concreto têm hoje capacidade para atender ao ao crescimento do mercado imobiliário, do programa Minha Casa, Minha Vida e das demais obras de infraestrutura, como nos setores industriais, de logística, portuário, hoteleiro/turístico e aeroportuário, entre outros. 

De acordo com o consultor técnico da BlocoBrasil, arquiteto Carlos Alberto Tauil, esses 56,357 milhões de blocos mês permitem a construção de 56 mil unidades habitacionais de 50 m2, mensalmente,  ou 672 mil unidades por ano. “Esses dados indicam que há regiões em que a produção de blocos de concreto ainda precisa ser expandida, no Centro-Oeste e, especialmente, no Norte e Nordeste, onde a demanda está bastante aquecida, também em função do crescimento econômico desses estados, com incremento correspondente no mercado imobiliário e de edificações industriais, de logística, turismo e outros”, explica Tauil.

Ele destaca ainda que esse potencial é somente das 48 empresas associadas à BlocoBrasil, que são as maiores e mais bem-equipadas indústrias de blocos de concreto do país. “Essas empresas têm produção com o Selo de Qualidade da ABCP, garantindo que os blocos fornecidos ao mercado seguem rigorosamente as normas da ABNT-Associação  Brasileira de Normas Técnicas, são submetidos a ensaios periódicos em laboratórios certificados pelo Inmetro e, portanto, oferecem qualidade assegurada”, afirma o consultor técnico da BlocoBrasil.

O Brasil conta hoje com cerca de 1.300 fabricantes de blocos de concreto em todo o país, mas a maioria deles não tem o Selo de Qualidade da ABCP. “Estamos fazendo um grande esforço para trazer esses fabricantes para a Associação, que exige a obtenção pela indústria do Selo de Qualidade como condição prévia para o ingresso,”, explica Tauil.

REGIÃO                CAPACIDADE PRODUTIVA             EMPRESAS

Nordeste                    707.000 bloco/mês                              3

Centro-Oeste         1.600,000 bloco/mês                              2

Sudeste                47.040,000 bloco/mês                            28

Sul                            7.010,000 bloco/mês                            13

Total                       56.357,000 bloco/mês                            48

Data: 25/04/2011

Creditos: 

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Blocos de Concreto

5 de maio de 2011

Bloco de concreto começa a virar o jogo

Com tecnologia, investimento e normatização mais rigorosa, produto ocupa cada vez mais espaço no mercado, aponta presidente da BlocoBrasil

Por: Altair Santos

Essenciais à alvenaria, os tijolos precisam atender a itens básicos, como resistência mecânica, peso, absorção de umidade, características de isolamento e condução térmica, além de se adequarem aos tipos de superfície e à compatibilidade com o acabamento, seja pintura, revestimento com argamassa ou outro material. Atualmente, dois produtos atendem com mais eficácia a esses requisitos: os blocos cerâmicos, popularmente conhecidos como tijolos de barro, e os blocos de concreto.

 

Blocos de concreto: presente em 95% das paredes estruturais.

Hoje, eles disputam o mercado praticamente em condições de igualdade, apesar de os tijolos cerâmicos ainda dominarem uma fatia maior. Não por muito tempo, estima o arquiteto Carlos Alberto Tauil, presidente da BlocoBrasil (Associação Nacional dos Fabricantes de Blocos de Concreto). Na entrevista a seguir, ele expõe as razões pelas quais os blocos de concreto já dominam as obras industriais e têm conseguido quebrar preconceitos relacionados às obras residenciais. Confira:
Comparando blocos de concreto aos de tijolos, quais as vantagens e desvantagens de usar um ou outro em uma obra?
No caso do bloco cerâmico (tijolo), existem vários tipos, mas, apesar de a fabricação seguir normas da ABNT, o produto final é irregular. Então, ele exige uma camada de revestimento muito grande. Aí é que o bloco de concreto, falando em alvenaria de vedação, leva vantagem. Ele tem medidas com tolerâncias muito pequenas, o que permite uma redução acentuada na aplicação de revestimento em relação ao tijolo cerâmico. É por esse motivo também que, no caso das paredes em alvenaria estrutural, a maioria das obras opta pelo bloco de concreto.
Em percentual, qual o espaço que cada um ocupa na construção civil brasileira?
Na Grande São Paulo, incluindo capital e região metropolitana, e onde a BlocoBrasil tem um mapeamento do consumo destes dois materiais, é mais ou menos 50% a 50%. Isso falando em paredes de vedação. No caso de parede estrutural, como disse, o bloco de concreto já ocupa 95%. Ainda em se tratando de parede vedação, o uso de tijolo cerâmico e de bloco de concreto varia de região para região. No Norte e no Nordeste do país, o cerâmico está presente em 90% das obras. No Sul, também é muito utilizado o bloco cerâmico, mas o de concreto já ocupa uma boa parcela. Diria que hoje o uso está em torno de 60% cerâmico e 40% concreto.

 

Carlos Alberto Tauil: no Sul, bloco de concreto já detém cerca de 40% do mercado.

Por que para as obras industriais o bloco de concreto é mais eficiente?
Os blocos de concreto são mais eficientes para obras industriais, por que, além de ter mais resistência, normalmente são paredes grandes em que eles são deixados aparentes e simplesmente pintados, dispensando o custo com camadas de revestimento.

É possível bloco de concreto e bloco cerâmico conviverem em harmonia numa obra?

Não é recomendável. O que é utilizado muitas vezes é a elevação com bloco de concreto e o revestimento externo com tijolinho comum. São plaquetas de tijolo que são usadas como acabamento de aparência. Daí, a parte interna da parede em bloco de concreto recebe o gesso aplicado diretamente.
Qual mercado hoje é o mais aquecido: o que vende bloco de concreto ou que vende tijolo?
O bloco cerâmico é encontrado em mais pontos de venda do que o bloco de concreto. Por isso, ele ainda é a primeira opção para o chamado consumo formiguinha. Agora, quando o construtor quer realmente tirar partido da economia ele utiliza o bloco de concreto pela vantagem que tem na redução das camadas de revestimento. Então, no Brasil, o bloco cerâmico ainda vende mais, mas o bloco de concreto tem recebido muitos investimentos. Novas empresas têm surgido, a produção aumentou e, consequentemente, os pontos de venda também.

Há termo comparativo de preço: qual é mais barato?

Bloco por bloco, o cerâmico é mais barato. Parede por parede, a parede com bloco de concreto é mais barata pelo fator revestimento.

Em termos de aprimoramento do material, o que se tem hoje de avanço para o bloco de concreto e para o tijolo?

O bloco de concreto tem um desenho que há muitos anos é utilizado e tem uma modulação e uma norma consolidada. Agora, os blocos cerâmicos passaram a imitar as dimensões dos blocos de concreto, principalmente para projetos de alvenaria estrutural, onde a vedação é feita com mais eficiência com blocos de concreto.

Para regiões mais frias do país, por questões de isolamento térmico, o tijolo ainda ocupa mais espaço nas obras ou não?

Se o revestimento externo for realizado com 2,5cm de argamassa e o revestimento interno com gesso, o comportamento térmico entre uma parede com bloco de concreto e uma com bloco cerâmico é praticamente o mesmo. Agora, se não houver revestimento, de fato o bloco cerâmico conduz o calor mais lentamente do que o bloco de concreto.

Em termos de sustentabilidade, qual dos dois materiais é o que causa menos impacto ambiental?

O bloco de cerâmica depende do barro, que é extraído de terra boa. São terras que normalmente seriam utilizadas para o plantio. Alguns países, como a China, já restringem o bloco cerâmico, pois eles prejudicam áreas aráveis. Sob este aspecto, os danos para a natureza são menores quando se opta pelo bloco de concreto, que depende do cimento, que não usa terra, mas tem como elemento básico a rocha.
Algumas pesquisas começam a testar, por exemplo, materiais como entulhos de construção e até papel de sacos de cimento para produzir tijolos e blocos. Qual a eficiência destes produtos?
A eficiência ainda não é comprovada quando se agregam materiais recicláveis. Agora, a dificuldade maior é industrializar isso, obter volume suficiente para manter uma linha de produção. Outra questão é a qualidade do produto. No caso do bloco cerâmico, a argila é selecionada, assim como no do bloco de concreto, em que os agregados, a granulometria e a qualidade do cimento são rigorosamente inspecionados.
Entrevistado
Carlos Alberto Tauil é arquiteto, presidente da BlocoBrasil (Associação Nacional dos Fabricantes de Blocos de Concreto) e especialista em construção industrializada
Currículo

– Professor-doutor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
– Autor de 5 livros e de mais de 100 artigos publicados
– Coordenador da comissão de estudos ABNT
– Pós-doutorado pela Universidade de Coimbra
– Pesquisador CNPq
– Membro da IAFSS (International Association for Fire Safety Science), ALBRASCI (Associação Luso-Brasileira para Segurança contra Incêndio), GSI/USP (Grupo de Pesquisa em Segurança contra Incêndio)
Contato: carlosalberto.tauil@gmail.com
Créditos:
Divulgação/ BlocoBrasil
Carlos Alberto/Secom MG

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330

A sua forma simples, típica e tradicional, atribui a peça uma belaza ímpar, permitindo criatividade aos projetistas, arquitetos, paisagistas e decoradores e uma solução técnica aos engenheiros e construtores. Devido a diversidade de cores e a sua grande variedade de montagens e formatos construtivos.

Os Pavers da Kerber Pré-Moldados, permitem uma instalação rápida, limpa e de fácil manutenção, pois basta retirar os blocos do locar a ser corrigido e recolocá-los na posição original.

Vantagens:

  • Resultados estéticos satisfatórios;
  • Fácil colocação;
  • Diversas cores;
  • Textura homogênia e antiderrapante;
  • Redução da iluminação pública;
  • Extremamente duráveis, independente de agentes naturais ou agressivos;

Montagem Barracão Pré-Moldado

12 de novembro de 2010
Execução de Piso Industrial em Concreto

Programa estima os custos médios de materiais nas obras. Ferramenta auxilia os engenheiros

Por: Michel Mello

O Departamento de Engenharia Civil (Deciv) e o Departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) criaram um sistema on-line para estimar valores de consumo médio de materiais em canteiros de obras. O sistema chama-se Consalv e essa ferramenta ajuda a reduzir o desperdício de material e prevê mais agilidade na execução das obras. Esse sistema atende edifícios a partir de dois andares.
As informações levantadas relativas à arquitetura são:
Índice de compacidade;
Índice de circulação;
Densidade de paredes;
Relação da área de alvenaria estrutural por alvenaria total.

Interface do sistema na qual devem ser inseridos os dados para o cálculo é bastante simples.

O sistema pretende facilitar o trabalho dos engenheiros que desejam confirmar os cálculos para o consumo de materiais. O usuário tem a seu alcance a possibilidade de comparar os valores obtidos em seu projeto com os bancos de dados disponíveis no Sistema On-Line de Indicadores de Projeto em Edifícios em Alvenaria Estrutural.
Os pesquisadores calcularam os gastos médios das construções e que serviram como base para o banco de dados desse sistema. O coordenador do curso de Engenharia Civil da UFSCar, Guilherme Aris Parsekian, afirma que “antes do programa não havia parâmetros para cálculo do sistema construtivo. Então, em virtude da demanda por um recurso que calculasse esses custos foi desenvolvida essa ferramenta”, ressalta.
Com a consulta, o engenheiro civil pode estimar valores de consumo médio em uma obra baseado nos dados disponíveis, além disso, pode comparar os valores obtidos em um novo projeto com os do banco de dados (benchmark). A partir desta comparação o sistema cadastra, automaticamente, os dados do engenheiro para uma possível atualização do banco de dados no futuro.
Também foi criado um banco de dados que tem como base 140 projetos de edifícios. São três níveis de acesso: o primeiro nível é mais rápido e simples e atende razoavelmente bem ao usuário comum. O segundo nível visa atender aos profissionais onde são elencados os parâmetros arquitetônicos do projeto – orçando a variação na estrutura e cálculo do perímetro. Já o terceiro e último nível é para a inclusão de dados, onde o usuário colabora inserindo os dados na base do programa.
Segundo a professora, Teresa Cristina Martins Dias, que é chefe do Departamento de Estatística da UFSCar, “as técnicas estatísticas devem ser utilizadas para a melhoria e otimização dos procedimentos e sistemas da área da construção civil. Tais procedimentos como a avaliação de quantidade de concreto, aço e outros materiais são variáveis necessárias em uma construção. Isso pode diminuir o custo das obras e representar uma economia significativa no valor total da obra.
Os interessados podem acessar o sistema por meio do endereço: www.deciv.ufscar.br/consalv
Entrevistados
Guilherme Aris Parsekian
Currículo
– Engenheiro civil pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
– Coordenador do curso de Engenharia Civil da UFSCar.
– Mestre em Engenharia de Estruturas – Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP).
– Doutor em Engenharia Civil – Escola Politécnica da Universidade do Estado de São Paulo (EPUSP).
– Pós-doutorado na Universty of Calgary.
Contato: parsekian@ufscar.br
Teresa Cristina Martins Dias
Currículo
– Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
– Mestre em Computação e Matemática Computacional pelo Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC-SC-USP).
– Graduada em Estatística pelo Departamento de Estatística Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Contato: dtmd@ufscar.br

Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Afonso Virgiliis apresenta a melhor solução para o piso e os problemas de drenagem urbana

Reportagem: Afonso Virgiliis
Fotos: Divulgação
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As ações públicas para soluções de problemas de drenagem urbana são, na maioria das vezes, uma continuação do princípio de drenar as águas das precipitações o mais rápido possível para jusante. O aumento cada vez maior das áreas urbanas impermeabilizadas, resultado da concentração populacional em grandes cidades, justaposto à conseqüente interferência humana no ciclo hidrológico, tem obrigado o poder público a adotar medidas que buscam a eliminação dos efeitos produzidos pelas chuvas intensas.

Novos conceitos tendem resgatar as condições de pré-urbanização utilizando dispositivos que possibilitem acréscimo de infiltração e retardodo tempo de escoamento próximo ao ponto de origem ou fonte. Um dispositivo utilizado para essa finalidade é o pavimento permeável.

A água captada pelo pavimento pode ser conduzida para um reservatório granular constituído de material pétreo de graduação descontínua, e deste para um ponto de drenagem, ou simplesmente ser absorvida pelo solo. A sub-base e a base dos pavimentos permeáveis atuam como um recipiente de coleta d’água, deixando que o líquido permaneça dentro dos vazios das camadas.

O dimensionamento da espessura das camadas leva em consideração o volume de tráfego, tipo de carregamento, número de solicitações e outros fatores mecânicos, associados às premissas hidráulicas de tempo de armazenamento, tempo de retenção e condutividade hidráulica.

A SUSTENTABILIDADE

A implementação de pavimentos com revestimentos permeáveis de estrutura granular representa uma medida compensatória efetiva à perda da capacidade natural de infiltração dos solos de uma bacia hidrográfica, que se tornou densamente urbanizada. Ao mesmo tempo em que propicia o armazenamento das águas, pode também proporcionar o aumento da duração dos hidrogramas de chuva, com a conseqüente redução dos picos das cheias, reduzindo os impactos para jusante.

O desenvolvimento sustentável pressupõe necessariamente que haja equilíbrio ecológico, benefício social e viabilidade econômica. Nessa perspectiva, a implantação do pavimento permeável pode estimular a conscientização da população e servir de incentivo à adoção de ações para garantir sustentabilidade às áreas urbanas, incorporando conceitos de controle do escoamento superficial e repondo condições anteriormente perdidas pelo uso desordenado do solo urbano.

Basicamente existem três situações típicas que podem resultar na escolha de pavimentos permeáveis. Para todas elas há que se ter conhecimento prévio das condições de absorção do solo; assim sendo, a caracterização do tipo de solo através de ensaios é importante. Com isso, pode-se avaliar qual estrutura drenante é mais apropriada para solos com boa, pouca ou nenhuma capacidade de infiltração.

O EXPERIMENTO EM VERDADEIRA GRANDEZA: O ESTACIONAMENTO NO CENTRO TECNOLÓGICO DE HIDRÁULICA (CTH – USP)

Trata-se de um estudo pioneiro no Brasil de pavimento permeável com a função de reservatório. Foi executado um estacionamento para tráfego leve, localizado dentro das dependências do Centro Tecnológico de Hidráulica (CTH), da Universidade de São Paulo (USP), com dois tipos de pavimentos: um com revestimento em blocos intertravados de concreto poroso e o outro com concreto asfáltico poroso tipo CPA.

A Prefeitura de São Paulo desenvolveu, em parceria com a Escola Politécnica da USP, estudo mais técnico e aprofundado, para sua utilização em parques lineares (Secretaria do Verde e Meio Ambiente), ciclovias, lotes ajardinados, passeios públicos, ruas de tráfego leve em áreas de mananciais, quadras poliesportivas, pontos de alagamento por insuficiência de microdrenagem, áreas de estacionamento e calçadas. A escolha de executar um estacionamento com pavimento permeável, com a função de reservatório, teve por objetivo subsidiar grandes empreendimentos que possuam áreas impermeáveis e necessitem atender à legislação do Município de São Paulo que trata da obrigatoriedade de que lotes urbanos deixem parte da área total como área permeável ou retenham em reservatórios parte das águas pluviais antes de lançá-las ao sistema de drenagem.

Executou-se aproximadamente 1.600 m2 de pavimento permeável divididos em 800 m2 de blocos intertravados de concreto poroso (Área B) e 800 m2 de concreto asfáltico poroso tipo CPA (Área C).  Na área B, os blocos intertravados de concreto poroso foram assentados sobre berço de areia de aproximadamente 4 cm e rejuntados com areia quimicamente tratada tipo Pavesand, que é um produto desenvolvido para agregá-la, não permitindo sua remoção com o escoamento superficial nem tampouco sua colmatação, conferindo perfeito travamento pelas juntas e garantindo maior estabilidade.

Os blocos foram confinados em suas extremidades por sarjetas e guias, impedindo o destacamento de peças e conseqüente patologia de descontinuidade. Foram usados blocos porosos desenvolvidos pela Intercity (empresa filiada ao programa Selo de Qualidade ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland), ensaiados quanto à resistência e à permeabilidade, alcançando a resistência média na compressão de 25 MPa e coeficiente de permeabilidade de 0,5 cm/s.

Separando a camada de areia da base de BGS (brita graduada simples), foi colocada manta não-tecida de filamentos de polipropileno (manta geotêxtil), possibilitando a livre passagem das águas de infiltração para o meio drenante, e o bloqueio de finos para as camadas inferiores. Após dimensionamento hidráulico e estrutural, optou-se por executar camada de 15 cm de BGS (Faixa B do DER – graduação aberta) sobre macadame hidráulico de 15 cm, após salgamento com pedrisco na interface das duas camadas.

Todo o pacote de pavimentação (camadas) foi construído sobre película de geomembrana impermeável de 1 mm para que não houvesse percolação de água para o subleito, garantindo a integridade estrutural e sua capacidade de suporte.

A área experimental foi monitorada com pluviômetro automático e sensores piezométricos para leitura do nível d’água no fundo do reservatório e nas bocas de lobo responsáveis pela captação do escoamento superficial.

RESULTADOS

Após dez meses da abertura ao tráfego na área do estacionamento, não foram observados problemas nas condições mecânica e estrutural do pavimento na área executada com blocos intertravados de concreto poroso. Não se observaram trincas, deformações longitudinais, depressões e, até agora, não ocorreu diminuição de infiltração por colmatação. Quanto ao desempenho hidráulico, para uma dada chuva aferida pelo monitoramento local, observou-se que o pavimento demora em restituir as águas captadas ao sistema de drenagem após a precipitação, sendo que o revestimento de blocos intertravados de concreto poroso retarda o lançamento das águas do seu interior em aproximadamente 14 horas, contribuindo para aliviar o sistema hidráulico e reduzindo os custos de microdrenagem urbana coletora.

O sistema como um todo colabora para a retenção e amortecimento das águas pluviais, sendo recomendada sua aplicação na função de reservatório para áreas de tráfego leve em que se requeira permeabilidade controlada.

Afonso Virgiliis é mestre em engenharia pela Escola Politécnica da USP, professor no Centro Tecnológico de Hidráulica da USP, engenheiro da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras da PMSP e engenheiro graduado pela Universidade Mackenzie/SP.

Realizado nos dias 09 e 10 de agosto em União da Vitória o encontro discutiu a execução da alvenaria estrutural com blocos de concreto. Participaram do evento mais de 90 pessoas entre estudantes de engenharia civil e arquitetura, professores universitarios, engenheiros, construtores e demais profissionais da construção civil da região de União da Vitória e Porto União.
A Kerber Pré-Moldados agradece a todos os participantes e pessoas envolvidadas no evento, pelo sucesso obtido.